Arquivo mensal: maio 2016

bitREVIEW – The Culling

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The Culling é o jogo desenvolvido pela Xaviant, a mesma do jogo Lichdom: Battlemage, e que se encontra na modalidade de Acesso Antecipado da Steam. O game segue a linha de Battles Royale ou Jogos Vorazes, onde os jogadores são colocados em uma arena e devem se enfrentar até que somente um fique vivo.

História: Em uma paradisíaca ilha remota, 16 concorrentes têm 20 minutos para explorar, procurar por itens, fabricar suas armas, construir armadilhas, caçar e matar uns aos outros. Somente um sairá vitorioso e cabe a você ser o ultimo de pé.

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Jogabilidade:  Nesse quesito o jogo já mostra alguma idéias boas. Existe apenas uma arena no jogo, até o momento, e os jogadores iniciam em uma localização aleatória. Começamos sem nada e a primeira coisa a se fazer é explorar o mapa a procura de armamentos e outros itens. Estes podem ser encontrados espalhados pelo mapa, em armários, caixas de provisões e mais. O objetos encontrados variam de itens de cura até granadas e armas de fogo. Podemos também criar itens usando o que encontrarmos pelo cenário apenas gastando alguns pontos, que também podem ser encontrados enquanto exploramos ou ao “vendermos” algum item desnecessário em máquinas distribuídas pelo terreno de jogo. Antes das partidas podemos escolher algumas opções de personalização, algumas são apenas estéticas e outras oferecem habilidades especificas para seu tipo de jogo. O combate corpo a corpo ainda não é perfeito e as vezes acabamos vendo dois ou mais jogadores apenas batendo repetidamente até que o adversário morra, entretanto existem várias opções bem legais de armadilhas e também é possível formar alianças temporárias para se sobreviver a uma situação e isso sempre é interessante.

Trilha Sonora: Enquanto andamos pela arena o som ambiente é preenchido por áudios da mata e também maquinário. Todos os sons das armas, assim como gritos e gemidos dos concorrentes se fazem bem presentes, mas não é nada altamente trabalhado e nem mesmo é o grande foco do game. O legal aqui é que a cada personagem morto uma voz anuncia como e quem foi morto, além de soltar algumas frases vez ou outra.

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Gráficos: Esses são razoavelmente bons, especialmente para um Early Acess, mas também não estão no topo da industria. O mapa em que jogamos tem um bom tamanho para acomodar todos os 16 participantes e ainda dá um espaço bom para caminharmos. Existem algumas construções, e grandes canos de escoamento distribuídos por todo o cenário e uma grande redoma que mantém todos presos na fase. Ao olharmos para o céu um grande placar é apresentado, nesse barreira que cobre tudo, e ali podemos ver quantos jogadores ainda estão ativos.

Prós:

  • Proposta conhecida que, se bem utilizada, tem potencial;
  • Construção de itens funciona bem para o jogo;
  • Pode ser jogado online ou com bots para treinamento;

Contras:

  • Pode enjoar rápido caso não exista mais conteúdo na versão final;
  • Precisa de uma otimização gráfica pois ainda é um jogo pesado;

Conclusão: The Culling tem uma ideia simples e que já é utilizada por muitas mídias, mesmo assim o game mostra algumas idéias novas e a junção de outras já utilizadas que se bem feitas tem uma boa chance de ser um jogo muito divertido.

Nota: 7,5

bitREVIEW – SUPERHOT

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SUPERHOT aparecer pela primeira vez em uma game jam de sete dias para jogos de FPS, passando em seguida por uma bem-sucedida campanha no kickstarter e terminando no seu lançamento dois anos depois. O jogo recebeu vários prêmios e indicações de especialista da área. Até o momento a equipe responsável pelo jogo, SUPERHOT Team, não possui outros jogos em seu catálogo, mas talvez coisas boas possam surgir.

História:  No começo o game é bem simples e não aparenta ser nada mais do que uma sucessão de puzzles em FPS com a mecânica de parar o tempo. Mas logo o jogo mostra que estamos errados. A trama segue por temas nada novos como controle, liberdade de escolhas e sua liberdade ser algo real ou não. Ela está longe de ser cultuada como uma das melhores já escritas, mas é bem legal e mantém o interesse até o fim e faz sentido para o universo do jogo.

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Jogabilidade:  Aspecto pelo qual o jogo é mais conhecido e que atinge o interesse de todos. Temos comandos simples de andar, correr, atirar, pular e jogar itens, e todos eles vão sendo apresentados em seu tempo e muito bem. E no meio disso temos a mecânica mais interessante, onde tudo se move bem lentamente e cada ação do personagem principal faz o mundo agir em resposta. Nessa hora percebemos que, na verdade, SUPERHOT é um FPS quase que por turnos e que cada movimento realizado pelo jogador faz os inimigos ao seu redor agirem em retorno, as vezes mais rapidamente e outras com mais lentidão dependendo da ação realizada. Essa jogabilidade funciona muito bem e gera algo calmo e ao mesmo tempo ágil. Várias vezes o jogador dará um passo e terá de olhar ao seu redor procurando por balas para se esquivar ou qual será o próximo inimigo a ser atingido.

Trilha Sonora: O silencio impera. Durantes as fases os únicos sons apresentados são os de vidro quebrado, tiros ou um golpe aqui ou ali. Não existe música durante as fases e isso funciona e não sentimos falta também. Essa escolha ajuda até na ambientação, afinal estamos andando meio que no vaco dos cenários, ou nós somos muito rápidos ou o mundo é muito lento, não sabemos, mas o vazio presente é parte do jogo e a falta da trilha contribui para esse efeito. 

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Gráficos: Cenários todos brancos, inimigos vermelhos e itens pretos e essa é a identidade visual do jogo. Tudo nesse mundo também parece ser feito de vidro e é apresentado com gráficos low poly e se quebram quando atingidos. São gráficos simples porém não atrapalham o gameplay, e o fato dos inimigos virarem um pilha de vidro quebrado em câmera lenta torna o visual ainda mais interessante, mas ao mesmo tempo algumas pessoas podem ficar insatisfeitas com a simplicidade apresentada.

Prós:

  • Jogabilidade diferente;
  • Fator replay muito alto;
  • História simples, mas interessante;

Contras:

  • Tempo de jogo curto;
  • Preço ainda está um pouco alto.

Conclusão:  SUPERHOT é um jogo muito bom com uma ideia que não é nova mas foi muito bem empregada. Passar por uma fase inteira em câmera lenta e assistir ao replay em velocidade normal gera cenas absurdas que mostram como o personagem central é o cara da situação. Esse é mais um daqueles games que devem ser jogados e com certeza deve agradar a todos que o fizerem.

Nota: 8,0

bitREVIEW – The Vanishing of Ethan Carter

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Jogo desenvolvido pela The Astronauts, que foi lançado em 2014 para PCs e PS4. Ele faz parte do gênero adventure e é quase que totalmente dependente de sua história e roteiro, assim como o que o jogador consegue descobrir com o que lhe foi apresentado.

História:  O game começa com o personagem principal, o detetive Paul Prospero, dando uma breve introdução de quem ele é e porque está onde está. Prospero está a procura de um garoto desaparecido, em uma cidade rural de Winsconsin, chamado Ethan Carter no que parece ser seu ultimo caso. Ao chegar a cidade de Red Creek Valley ele se encontra vazia e o detetive, usando uma habilidade peculiar que consiste em mostrar memórias de fatos ocorridos no local, deve conseguir pista do que aconteceu ali.

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Jogabilidade:  Como o principal aqui é a história e exploração da mesma, a jogabilidade é bem simples. O game é em primeira pessoa  e em boa parte do tempo o jogador estará explorando o cenário em busca de qualquer coisa que possa ajudar em sua procura pelo menino. Existem vários puzzles distribuídos pelo jogo que dependem da habilidade do detetive de rever o passado e do jogador de entende-los, sendo alguns deles obrigatórios para progressão da trama e outros apenas extras que o jogador escolhe fazer ou não para saber mais detalhes. Alguns desses puzzles podem ser bem difíceis, mas o sentimento de dever cumprido ao resolve-los é muito satisfatório. Como não existe nenhum tipo de ajuda é possível passar algum tempo meio perdido até finalmente encontrar seu caminho e seguir com o plot.

Trilha Sonora: A trilha é quase toda som ambiente com pássaros, correntes de água, o vento uivando pelas árvores, ecos em uma caverna e algumas músicas bem calmas estão presentes em alguns momentos. O áudio é muito bem produzido e a dublagem dos personagens também é bem bacana.

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Gráficos: São lindos e de encher os olhos. O jogo têm gráficos muito bem trabalhados e os cenários que visitamos, mesmo não sendo tão variados, são muito bonitos e a vontade é de bater várias fotos para rever mais tarde.

Prós:

  • Puzzles inteligentes que são muito satisfatórios de se resolver sozinho;
  • Gráfico extraordinários;
  • História bem intrigantes que te deixa curioso até o final;

Contras:

  • Falta de direção pode acabar deixando o jogador perdido e enjoado;
  • O tempo de jogo é bem curto o que pode ser um problema para alguns;

 

Conclusão: The Vanishing of Ethan Carter é um game intrigante. Ele tem alguns momentos bem estranhos que remetem as histórias de Lovecraft e outros mais estranhos ainda que farão o jogador questionar o que se passa no mondo do jogo, mas tudo é explicado no fim. Um belo jogo que deve ser experimentado e sobre isso não há dúvidas.

Nota: 8,0