bitREVIEW – SUPERHOT

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SUPERHOT aparecer pela primeira vez em uma game jam de sete dias para jogos de FPS, passando em seguida por uma bem-sucedida campanha no kickstarter e terminando no seu lançamento dois anos depois. O jogo recebeu vários prêmios e indicações de especialista da área. Até o momento a equipe responsável pelo jogo, SUPERHOT Team, não possui outros jogos em seu catálogo, mas talvez coisas boas possam surgir.

História:  No começo o game é bem simples e não aparenta ser nada mais do que uma sucessão de puzzles em FPS com a mecânica de parar o tempo. Mas logo o jogo mostra que estamos errados. A trama segue por temas nada novos como controle, liberdade de escolhas e sua liberdade ser algo real ou não. Ela está longe de ser cultuada como uma das melhores já escritas, mas é bem legal e mantém o interesse até o fim e faz sentido para o universo do jogo.

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Jogabilidade:  Aspecto pelo qual o jogo é mais conhecido e que atinge o interesse de todos. Temos comandos simples de andar, correr, atirar, pular e jogar itens, e todos eles vão sendo apresentados em seu tempo e muito bem. E no meio disso temos a mecânica mais interessante, onde tudo se move bem lentamente e cada ação do personagem principal faz o mundo agir em resposta. Nessa hora percebemos que, na verdade, SUPERHOT é um FPS quase que por turnos e que cada movimento realizado pelo jogador faz os inimigos ao seu redor agirem em retorno, as vezes mais rapidamente e outras com mais lentidão dependendo da ação realizada. Essa jogabilidade funciona muito bem e gera algo calmo e ao mesmo tempo ágil. Várias vezes o jogador dará um passo e terá de olhar ao seu redor procurando por balas para se esquivar ou qual será o próximo inimigo a ser atingido.

Trilha Sonora: O silencio impera. Durantes as fases os únicos sons apresentados são os de vidro quebrado, tiros ou um golpe aqui ou ali. Não existe música durante as fases e isso funciona e não sentimos falta também. Essa escolha ajuda até na ambientação, afinal estamos andando meio que no vaco dos cenários, ou nós somos muito rápidos ou o mundo é muito lento, não sabemos, mas o vazio presente é parte do jogo e a falta da trilha contribui para esse efeito. 

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Gráficos: Cenários todos brancos, inimigos vermelhos e itens pretos e essa é a identidade visual do jogo. Tudo nesse mundo também parece ser feito de vidro e é apresentado com gráficos low poly e se quebram quando atingidos. São gráficos simples porém não atrapalham o gameplay, e o fato dos inimigos virarem um pilha de vidro quebrado em câmera lenta torna o visual ainda mais interessante, mas ao mesmo tempo algumas pessoas podem ficar insatisfeitas com a simplicidade apresentada.

Prós:

  • Jogabilidade diferente;
  • Fator replay muito alto;
  • História simples, mas interessante;

Contras:

  • Tempo de jogo curto;
  • Preço ainda está um pouco alto.

Conclusão:  SUPERHOT é um jogo muito bom com uma ideia que não é nova mas foi muito bem empregada. Passar por uma fase inteira em câmera lenta e assistir ao replay em velocidade normal gera cenas absurdas que mostram como o personagem central é o cara da situação. Esse é mais um daqueles games que devem ser jogados e com certeza deve agradar a todos que o fizerem.

Nota: 8,0

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Publicado em 16/05/2016, em bitREVIEW. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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