Arquivo mensal: julho 2016

bitREVIEW – The Magic Circle: Gold Edition

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Um obliterante épico em 1ª pessoa. Uma jornada singular a 20 anos em desenvolvimento. Ishmael Gilder, a.k.a. STARFATHER, uma lenda viva do design de games – trás até você uma maravilha tecnológica em uma reeimaginação em 4Da da clássica aventura de texto que maravilhou o mundo… só que não. Isso é a falsa brincadeira que o jogo faz de si mesmo. Na realidade The Magic Circle foi desenvolvido por Stephen Alexander, Kain Shin and Jordan Thomas, que anteriormente trabalharam em Bioshock e Dishonored. De acordo com os créditos, eles foram auxiliados por Steve Pardo(Harmonix) que foi responsável pela trilha original do jogo, e Patrick Balthrop, que foi o engenheiro de som. O game conta com as vozes de James Urbaniak, Ashly Burch, Karen Dyer, e Stephen Russel e teve uma versão em acesso antecipado no Steam em Maio de 2015 e seu lançamento definitivo um mês depois.

História: Nessa comédia obscura, você é o herói de um jogo de fantasia inacabado, e os designers falharam com você. Tendo roubado o poder do Deus do Jogo, você vai prender suas criações, trocar comportamentos e partes do corpo, construindo suas próprias soluções para os quebra cabeças pelo cominho. Você é capaz de lançar um game… de dentro para fora?

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Jogabilidade:  Começamos sem habilidade alguma e logo após os eventos de introdução adquirimos o poder de mudar as coisas ao nosso redor, com uma pequena ajuda de um estranho programa. Com um botão podemos paralisar um inimigo e fuçar no seu código fonte tornando-o nosso aliado ou apenas desligar sua vontade de nos matar. Podemos alterar partes de seus corpos por outras que adquirimos, faça o seu rato de esgoto ter asas como um helicóptero ou transforme uma simples pedra em uma plataforma de teletransporte, retire o raio da morte de um robô e coloque no ombro de um zumbi e veja o que acontece. Tudo isso é possível com o sistema de puzzle livre presente no jogo onde temos várias soluções para vários problemas e tudo só depende apenas da criatividade para superar obstáculos. Fora nossa habilidade de hackear o jogo passamos um bom tempo explorando as seções quebradas que os designers foram largando pelo caminho no meio da produção mudando entre um tema espacial tecnológico e uma fantasia mítica. Também não existem chefões, combates super trabalhados ou tiroteio aqui, o jogador deve somente encontrar formas de seguir em frente usando o que estiver ao seu alcance.

Trilha Sonora: Durante o game prevalece o som ambiente. Por ser um história sobre um jogo inacabado, várias seções do game são preenchidas somente por sons do ambiente e uma trilha musical bem tranquila que se repete ao longo da aventura.

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Gráficos: São todos feitos com a técnica de Cel Shading e, na maior parte do tempo, as cores são preto no branco. Alguns cenários são totalmente coloridos e o jogador assim como os inimigos também apresentam uma paleta mais variada. Não são gráficos de encher os olhos, mas levando-se em conta a história do game, eles condizem com todo o resto e servem para a ambientação do mesmo.

Prós:

  • Boas mecânicas de quebra cabeças;
  • O jogo faz uma crítica bem pensada;

Contras:

  • Alguns bugs aqui e ali;
  • O ritmo de jogo é um tanto lento.

Conclusão: The Magic Circle possui uma história interessante com jogabilidade diferenciada. Não é um trabalho perfeito que agradará a todos, mas tem seu charme e faz uma crítica bem colocada a indústria de games e aos fãs, e no que nos tornamos. É uma boa pedida para quem quer tentar algo diferente e não liga muito para o convencional.

Nota: 7,5

bitREVIEW – BattleSouls

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BattleSouls é um jogo desenvolvido pela Pixeleap e lançado para computadores. É mais um jogo que aproveita a fama do gênero MOBA. No momento encontrasse em fase de Beta Aberto e pode ser baixado gratuitamente pela plataforma Steam. Ele apresenta algumas ideias interessantes para os seus jogadores, mas seria isso o suficiente para assegurar alguns fãs?

História:  Esse é um jogo de ação, com múltiplos jogadores se enfrentando. Cada time deve destruir o cristal do adversário para conseguir a vitória. Não existe, ao menos por enquanto, uma história mais bem formada ou uma trama maior.

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Jogabilidade:  O jogo é apresentado em terceira pessoa. Antes de uma partida o jogador pode escolher até três heróis para usar e trocar livremente durante a batalha. Cada herói possui uma habilidade principal, que tem um carregamento bem rápido para ser usada muitas vezes, uma habilidade secundária, como cura ou algo para afastar os inimigos ou se defender e ainda uma terceira habilidade passiva que só é ativada quando se troca para o personagem. Existem cinco classes, de cavaleiros a feiticeiros, e cada uma detêm habilidades únicas. Durante o combate o objetivo é destruir o cristal inimigo antes que eles destruam o seu. Para isso devemos manter um ponto especifico do mapa(Inibidor), esse neutro, sob nosso comando para então poder causar dano ao cristal na base inimiga. O game é bem simples e não foge muito dessa mecânica dos cristais, não havendo torres ou creeps durante as partidas testadas.

Trilha Sonora: A trilha, nessa fase beta, ainda se encontra muito vazia, e as músicas existentes acabam ficando repetitivas e enjoativas rapidamente.

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Gráficos: Nesse quesito o game peca bastante. Apesar se ser bem colorido e ter personagens diferentes entre eles, muitas animações são bem travadas e duras. Os gráficos são simples e não serão problema para rodar em maquinas mais antigas.

Prós:

  • Bem colorido;
  • É um game de ações rápidas;
  • Troca de personagens durante a batalha é algo interessante;

Contras:

  • Animações muito rígidas;
  • Não existem jogadores para formar partidas, só nos resta jogar contra bots;

Conclusão: BattleSouls é um jogo que chegou gratuitamente, e que exibe muito espaço para melhorias. Os desenvolvedores estão ouvindo os jogadores e tentando alterar tudo da melhor forma possível para que o jogo cresça e mais pessoas possam aproveita-lo com seus amigos. Infelizmente, no momento, ele ainda está bastante inacabado e logo se torna uma experiência repetitiva, causando a desistência do seu público. Mesmo assim, esse é apenas o Beta e gostaríamos de ver no que o jogo pode ser tornar no seu devido tempo.

Nota: 6,0

CONHECENDO – Furi

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Apresentando esse novo jogo que conhecemos pouco mas já consideramos pacas!
Furi é um jogo de ação com elementos de bullet hell, que vai te deixar querendo mais!

bitREVIEW – Koihime Enbu

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Koihime Enbu foi feito pela desenvolvedora Unknown Games e lançado para PS3 e PS4 com uma versão portada para os PCs pela empresa M2. O game é baseado no visual novel adulto Koihime Musou, e apresenta uma reimaginação da história de Romance dos Três Reinos. Originalmente um jogo de arcade, Koihime Enbu tem um combate rápido e controles precisos que atendem tanto a novatos como veteranos.

História:  A história se passa na China antiga durante e depois da queda da dinastia Han(com todos os persongens principais da história original sendo substituidos por mulheres) e os Três Reinos formados após a dinastia Han, já terem sido estabelecidos. Mesmo cada reino sendo governado por um monarca independente, os três reinos ainda são leais ao Império Han. No entanto, o império está a beira de um colapso enquanto os civis ficam inquietos, brigas internas são formadas e saques trazem tumulto para a nação.

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Jogabilidade:  Existem os modos Scenario, Arcade, Versus, Online, Training, Replay e um ultimo de Gallery. Ele é similar a outros jogos do gênero, com golpes de counter, agarramentos, cancelamentos e recuperações aéreas. As personagens possuem golpes fortes, médios e fracos, com alguns podendo ser concentrados, além de um botão para agarramentos. Também existem os strikes que ficam de reserva para ajudar na luta. O game contém treze personagens jogáveis e possui uma jogabilidade bem simples e de rápida aprendizagem.

Trilha Sonora:  As músicas são bem apresentadas e não ficam repetitivas ou enjoativas. Todas as lutadoras têm todos os seus golpes e vozes dubladas em japonês, o que serve bem ao tema oriental do jogo.

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Gráficos:  Possui personagens no estilo anime nos menus e nas partes com diálogos enquanto que nos gráficos do jogo em si é utilizado o cel shading. No geral é um jogo bonito, não o melhor nesse quesito, mas  ainda assim apresentável. Todos os efeitos, como explosões, cortes e coisas do gênero também estão presentes e cumprem seu papel.

Prós: 

  • Consegue ser um divertido jogo de luta;
  • É simples de ser jogado por qualquer um;
  • Waifus para todos os gostos.

Contras:

  • As vezes um erro pode ser severamente punido por um adversário bom e você acaba assistindo seu persongem apenas quicar pela tela;
  • Não apresenta nada de inovador que outros jogos não tenham feito.

 

Conclusão:  Koihime Enbu foi um jogo que ninguém pediu, mas que foi feito, e consegue ser divertido para os que se interessarem por ele. Infelizmente em um mundo com tantas opções melhores de jogos de luta, ele acaba sendo somente mediano.

Nota: 7,0