Arquivo mensal: agosto 2016

bitREVIEW – Headlander

 bitreview headlander banner

O jogo lançado em julho de 2016 é uma produção da Double Fine Productions em parceria com o Adult Swim Games. Headlander é um jogo side-scrolling, no bom estilo Metroidvania, de ação e aventura retro-futurista inspirado na ficção científica dos anos 70. O game apresenta mecânicas diferenciadas e se aproveita do bom humor para contar sua história.

História: O mundo de Healander é um lugar automatizado, uma utopia que não deu muito certo onde toda a Humanidade transferiu as suas mentes para robóticos corpos postiços governados por um computador demente. Você deve viajar à procura de pistas sobre seu passado nesse mundo hostil usando um capacete especial que te permite conectar e assumir controlo de qualquer corpo robótico.

head_lander_2

Jogabilidade: Nosso personagem central é apenas uma cabeça flutuante e a proposta central do game é que podemos nos acoplar a qualquer corpo de metal que tenha perdido sua cabeça, geralmente forçadamente por nós mesmos, e então resolver os obstáculos em nosso caminho. Nós temos dois modos de jogo, um com nosso capacete e outro quando aterrissamos em um corpo. Quando em um corpo com armas temos acesso a tipos de tiros alternativos, e alguns apresentam cores diferentes, que vão lhe garantindo acesso a outras partes do cenário. Sem um corpo temos a habilidade de sobrevoar o cenário e usar nossa arma de sucção para separar corpos em potencial de suas cacholas. Além disso existe uma pequena árvore de habilidades a ser evoluída e que oferece habilidades novas e upgrades para facilitar nossa passagem pelo game.

Nosso barra de vida central está ligada a nossa cabeça e quando estamos em um corpo funcional usamos a barra de energia do mesmo, que serve como um escudo. Quando estamos sem um corpo ficamos vulneráveis e podemos ser derrotados em pouco golpes, tendo assim que sempre trocar para um corpo em melhores condições se quisermos ter sucesso.

Trilha Sonora: As músicas do jogo deixam o ambiente bem retrô. Os sons de lasers lembram os sons de séries antigas. Muitas vozes já conhecidas na dublagens dos jogos da Double Fines também estão presentes, todas com um pequeno filtro para ficarem com um ar robótico. Quase todas as portas pelas quais passamos vão soltar alguma frase ou tirada sarcástica, os turrets só estão fazendo seu trabalho e vão te falar sobre isso (sentindo muitíssimo) enquanto atiram em sua direção e vários outro NPCs ficam conversando ao fundo sobre suas vidas “mundanas” de robô.

maxresdefault

Gráficos: Os gráficos são bonitos e feitos num estilo cartoon em 3D. Toda temática do jogo usa referências aos anos 60/70, em alguns momentos lembrando desenhos como os Jetsons, numa pegada hippie tecnológica. Os inimigos podem ser facilmente diferenciados pelas cores de seus uniformes, forma de suas cabeças e armas que usam e tudo funciona muito bem no universo apresentado pelo jogo.

Prós:

  • Boa atmosfera geral;
  • Penalidade por mortes é quase nula;
  • Mapa detalhado mostra vários dados úteis;

Contras:

  • Batcktrack a procura do corpo certo para acessar uma nova área e depois ter que manter esse corpo sem ser destruído até chegar no objetivo pode ficar meio chato as vezes.

Conclusão: O game é bem bacana e por sua simplicidade pode ser aproveitado por qualquer um sem medo. Headlander é mais uma opção que a desenvolvedora de jogos como Psychonauts, Grim Fandango e Brutal Legends nos oferece e mesmo que ele não vá atingir o reconhecimento dos jogo citados, ainda é uma boa opção de divertimento.

Nota: 7,5

Anúncios

bitPLAY 12 – Layers of Fear

bitplay 12 Layers of Fear banner

Fala pessoal! Saiu o bitplay do Layers of Fear!

Dessa vez Ridan, Bala e seu amigo Michael vão pintar o sete nessa aula de artes do terror!

Não deixem de dar uma conferida no horror que passamos para preparar essa pintura. E não fiquem acanhados nos likes!

 

Então, gostou? Qual outro jogo quer ver em um bitPLAY? Mandem suas sugestões para nós!

Deixe seu LIKE e se inscreva no canal! Ajude a divulgar o bitSTART!

Conheça mais do bitSTART e nos acompanhe:
Youtube: https://www.youtube.com/bitSTARTblog
Facebook: https://www.facebook.com/canalbitSTART/
Grupo do Facebook: https://www.facebook.com/groups/Amigo…
Twitter: https://twitter.com/bitSTART

CONHECENDO – Overfall

conhecendo overfall.png

Hoje vamos aprender sobre o mundo de Overfall e porque ele é bom um lugar bom para se visitar.

 

bitREVIEW – Crimson Room Decade

bitreviewcrimson room decade-banner

Uma década depois do lançamento do jogo em Flash Crimson Room, com uma marca de 800 milhões de visualizações em diversos sites de games, chega a sequência Crimson Room Decade. Desenvolvido pela Dream Holdigns em conjunto com a Takagism Inc e lançado no dia 10 de janeiro de 2016. O jogo trás a velha sala vermelha e te desfia a sair. Será que você consegue escapar da sala?

História: O inspetor Jean-Jacques Gordot se encontra numa investigação à Crimson Room. Uma porta que não se abre, uma lâmpada pendente, garrafas de vinho espalhadas… Será que ele já esteve ali?

Para fugir, será preciso usar tudo ao alcance. Explore todos os cantinhos da sala para encontrar pistas ambientais e objetos que ajudarão você a escapar. Use, manipule e combine objetos para solucionar quebra-cabeças desafiadores e desbloquear mais mistérios sobre Crimson Room.

ss_ff692af631caad6fb5d3bc99d17278f258f3ce0d.600x338

Jogabilidade: Ele é um jogo de aventura. Começamos em uma sala vermelha com uma porta e janela trancadas. Sem muito a fazer nos resta vasculhar entre os itens presentes neste comodo para encontrar algum meio de nos vermos livre. O game é jogado em primeira pessoa, nós podemos andar e nos abaixar e com o mouse pegar objetos, vira-los para olhar mais de perto e usa-los sozinhos ou em combinação com outros. Algumas notas ou folhas de diário devem ser lidas e estudadas para conseguir pista do que fazer .

Tudo é bem simples e o menor detalhe pode te dar a dica necessária para chegar a solução do problema. O jogo pode levar muitas horas ou até alguns minutos, isso só depende do jogador resolver a charada. 

Trilha Sonora: Além da música de introdução do jogo não existem outras trilhas musicais. Durante a jogatina ficamos apenas com o som ambiente de uma sala solitária e esquecida onde, infelizmente, estamos trancafiados. Isso aumenta a sensação de vazio e depois de algum tempo de tentativa e erro sem chance de saída a inquietação vai te alcançar.

ss_1cee1f7fa6ad54424e67e1d4bf62f0aee67287ea.600x338

Gráficos:  Muito simples. Em um jogo onde se tem apenas um comodo era de se esperar, talvez, um investimento maior na parte gráfica. Mas o que temos aqui é um quarto com texturas bem fracas e poucos detalhes gráficos. Isso pode ter sido feito para invocar a sensação do jogo original, que na época era em flash e visualizado em navegadores, mas ainda assim um pouco de beleza não faria mal.

Prós:

  • O jogo não segura sua mão e te larga a própria sorte;
  • As soluções mais simples vão te surpreender quando achadas;

Contras:

  • Algumas soluções são muito difíceis de se ver e ficar nervoso vai fazer parte do processo;
  • Os gráficos poderiam ser melhor trabalhados.
  • Fator replay quase nulo. Sabendo as soluções o jogo poder ser terminado em minutos.

Conclusão: Crimson Room Decade é uma ideia simples que retorna do passado. Quem jogou a primeira versão com interesse, com certeza deveria voltar a este quarto, para as outras pessoas talvez não seja tão chamativo. Mesmo assim ainda é um game válido pra ao menos conhecer e tentar chegar ao fim.

Nota: 6,5

A antiga versão do game pode ser jogada no link abaixo:
http://www.clickjogos.com.br/Jogos-online/Puzzle/Crimson-Room/

bitREVIEW – Poly Bridge

PolyBridge banner

Pontes, pontes para todo lado! Se você ainda não percebeu, este é um jogo sobre pontes, ou melhor dizendo, sobre construção de pontes. Esse é um tipo de game que existe aos montes pelo mundo afora onde que que olhemos, mas será que Poly Bridge tem seu diferencial, e se destaca nesse grande mar de cimento e aço?

História: O jogo não possui uma história a ser seguida, mas existe um motivo pelo qual ele foi criado. Poly Bridge foi um game nascido do amor de Patrick Corrieri por jogos de construção com foco em física, mais especificamente inspirado por seu game favorito Bridge Construction Set(Pontifex 2). Já tendo feito um game de construção de pontes anteriormente, como um título chamado Paper Bridge para iOS, Patrick pôde se aproveitar se sua experiência passada para tornar esse novo game algo melhor para esse gênero de nicho, implementando várias opções para a comunidade e aumentando a longevidade do jogo.

Screenshot_02

 

Jogabilidade:  Logo de inicio somos apresentados as ferramentas disponíveis e a algumas situações onde diferentes tipos de pontes são usadas. A fases se resumem a fazer com que um ou mais carros, motos, ou até navios atravessem o espaço de sua(s) ponte(s) sem maiores acidentes. Para isso devemos levar em conta o peso, o estresse sobre as fundações, número de veículos passando ao mesmo tempo e outros vários problemas que poderiam causar o desabamento de toda a construção, sem contar o dinheiro investido e as limitações de projeto. No jogo existem mais de 100 níveis para serem desbloqueados, um modo sandbox de criação de fases, integração com o Steam Workshop, compartilhamento por Twitch e mesmo começando simples, o game possui ferramentas para construção avançadas que só serão limitadas pela verba disponível e sua criatividade.

Trilha Sonora: A trilha sonora presente no jogo faz seu papel de relaxar o jogador enquanto ele quebra a cabeça tentando completar seu objetivo. Podemos passar horas na construção de pontes sem que suas músicas se tornem enjoativas ou irritantes, o que contribui bastante sendo ele um jogo que exige certa paciência.

Screenshot_06

Gráficos:  O jogo faz um bom uso da Unity Engine. Cada fase tem seu estilo e o jogo todo possui uma pegada de cartoon, com gráficos simples mas bonitos e bem coloridos, adicionando a temática apresentada.  

Prós:

  • Vários níveis;
  • Jogabilidade simples;
  • Bom para jogadas rápidas;

Contras:

  • Definitivamente é um jogo de nicho;

 

Conclusão: Certamente é um jogo com um público alvo bem definido. Se jogos desse estilo não são sua ‘praia’ com Poly Bridge não seria diferente, mas dentro do gênero escolhido o game faz bonito e é uma boa opção para amantes do gênero. Ele está disponível para Linux, Mac OSX e Window, sendo lançado PCs pelo Steam. Uma versão para mobiles seria uma ótima adição dada a temática de todo o game em fases.

Nota: 8,0