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bitREVIEW – Layers of Fear + Inheritance

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Layers of Fear é um game de horror em primeira pessoa, desenvolvido pela Bloober Team SA, com um grande foco na história e exploração.

O jogador deve se seguir por vários cômodos de sua mansão vitoriana,  que possui cenários em constante mudança, enquanto aparições e memórias de seu passado afetam a sanidade do personagem central e mexem com os nervos dos jogadores.

História: No game os jogadores vão ter o controle de um pintor amargurado, com o único objetivo de terminar sua Magnum Opus. Essa casa contém um passado de tristezas e arrependimentos que serão desvendados conforme nos aprofundamos mais entre os corredores da mente insana de nosso personagem.

Algum tempo após o lançamento do jogo original uma dlc chamada de Inheritance foi lançada. Nela encarnamos a filha do pintor, agora mais velha e com uma família própria, que resolve retornar a casa onde vivia quando criança para recordar e enfrentar seu passado tentando assim uma chance de um futuro, livre de sua trágica história familiar.

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Jogabilidade: Nesse quesito, o jogo segue a linha de um game de exploração. Jogamos em perspectiva de primeira pessoa, tanto no jogo original como na DLC, e devemos andar pelos cenários a procura de objetos, cartas e outras coisas que possam nos dar mais informações do que realmente ocorreu naquela casa.

Durante nossa caminhada coisas estranhas ocorrem a todo tempo enquanto o passado dos protagonistas os atormenta. Veremos bonecas se movendo, gritos e sussurros, choro de bebê e ainda o fantasma da esposa, e mãe, do personagem central e de sua filha respectivamente. Não existem barras de vida ou estamina presentes, e mesmo que alguns encontros possam nos fazer até voltar pequenas partes já exploradas, nós não morremos definitivamente e esses encontros também mudam os rumos da história. A maior parte do tempo será preenchida com sustos e o medo do que virá em seguida, ou abrindo-se gavetas a procura de qualquer resquício, por menor que seja, do está está acontecendo ao nosso redor.

O game possui três finais no original e três finais em sua DLC, num total de seis finais diferentes. Esses finais são alcançados pela quantidade de partes da história que tenhamos obtido e também por algumas escolhas que façamos. Isso não fica muito bem definido e a tentativa e erro é uma das opções além de procurar um guia pela internet afora.  

Trilha Sonora: Essa é uma parte muito boa do game. Durante toda a jogatina, vários sons são utilizados. Madeira rangendo, coisas sendo arrastadas, vozes que vem e vão, e a todo momento ficamos a procura ou a espera de que algo vá acontecer. Algumas músicas aparecem em certos momentos e servem tanto para causar estranheza quanto simplesmente servir de tema ao momento. 

Layers of Fear

Gráficos: Os gráficos são bem bonitos e tudo é muito bem detalhado. A iluminação é bem feita e efeitos de sombra e luz e as texturas não deixam a desejar. Durante os teste não presenciamos nenhum tipo de bug gráfico ou queda na taxa de quadros o que contribui bem para manter o clima do jogo. Por toda a casa estão também vários quadros espalhados e muitos deles são quadros reais enquanto outros são versões medonhas alteradas para os propósitos do jogo.

Prós:

  • História intrigante;
  • Boa ambientação;
  • Diferenças em replays do jogo;

Contras: 

  • Pode confundir o jogador em suas escolhas;
  • Tempo curto pode ser ruim para alguns.

Conclusão:  Layers of Fear assim como Inheritance apresentam uma ótima qualidade e são uma boa opção para fãs do gênero. O game começa um pouco lento, mas rapidamente estamos vidrados e esperando pelo que vem a seguir nessa história de loucura, aceitação e rendição.

Nota: 8,0

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bitREVIEW – Headlander

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O jogo lançado em julho de 2016 é uma produção da Double Fine Productions em parceria com o Adult Swim Games. Headlander é um jogo side-scrolling, no bom estilo Metroidvania, de ação e aventura retro-futurista inspirado na ficção científica dos anos 70. O game apresenta mecânicas diferenciadas e se aproveita do bom humor para contar sua história.

História: O mundo de Healander é um lugar automatizado, uma utopia que não deu muito certo onde toda a Humanidade transferiu as suas mentes para robóticos corpos postiços governados por um computador demente. Você deve viajar à procura de pistas sobre seu passado nesse mundo hostil usando um capacete especial que te permite conectar e assumir controlo de qualquer corpo robótico.

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Jogabilidade: Nosso personagem central é apenas uma cabeça flutuante e a proposta central do game é que podemos nos acoplar a qualquer corpo de metal que tenha perdido sua cabeça, geralmente forçadamente por nós mesmos, e então resolver os obstáculos em nosso caminho. Nós temos dois modos de jogo, um com nosso capacete e outro quando aterrissamos em um corpo. Quando em um corpo com armas temos acesso a tipos de tiros alternativos, e alguns apresentam cores diferentes, que vão lhe garantindo acesso a outras partes do cenário. Sem um corpo temos a habilidade de sobrevoar o cenário e usar nossa arma de sucção para separar corpos em potencial de suas cacholas. Além disso existe uma pequena árvore de habilidades a ser evoluída e que oferece habilidades novas e upgrades para facilitar nossa passagem pelo game.

Nosso barra de vida central está ligada a nossa cabeça e quando estamos em um corpo funcional usamos a barra de energia do mesmo, que serve como um escudo. Quando estamos sem um corpo ficamos vulneráveis e podemos ser derrotados em pouco golpes, tendo assim que sempre trocar para um corpo em melhores condições se quisermos ter sucesso.

Trilha Sonora: As músicas do jogo deixam o ambiente bem retrô. Os sons de lasers lembram os sons de séries antigas. Muitas vozes já conhecidas na dublagens dos jogos da Double Fines também estão presentes, todas com um pequeno filtro para ficarem com um ar robótico. Quase todas as portas pelas quais passamos vão soltar alguma frase ou tirada sarcástica, os turrets só estão fazendo seu trabalho e vão te falar sobre isso (sentindo muitíssimo) enquanto atiram em sua direção e vários outro NPCs ficam conversando ao fundo sobre suas vidas “mundanas” de robô.

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Gráficos: Os gráficos são bonitos e feitos num estilo cartoon em 3D. Toda temática do jogo usa referências aos anos 60/70, em alguns momentos lembrando desenhos como os Jetsons, numa pegada hippie tecnológica. Os inimigos podem ser facilmente diferenciados pelas cores de seus uniformes, forma de suas cabeças e armas que usam e tudo funciona muito bem no universo apresentado pelo jogo.

Prós:

  • Boa atmosfera geral;
  • Penalidade por mortes é quase nula;
  • Mapa detalhado mostra vários dados úteis;

Contras:

  • Batcktrack a procura do corpo certo para acessar uma nova área e depois ter que manter esse corpo sem ser destruído até chegar no objetivo pode ficar meio chato as vezes.

Conclusão: O game é bem bacana e por sua simplicidade pode ser aproveitado por qualquer um sem medo. Headlander é mais uma opção que a desenvolvedora de jogos como Psychonauts, Grim Fandango e Brutal Legends nos oferece e mesmo que ele não vá atingir o reconhecimento dos jogo citados, ainda é uma boa opção de divertimento.

Nota: 7,5

bitREVIEW – Crimson Room Decade

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Uma década depois do lançamento do jogo em Flash Crimson Room, com uma marca de 800 milhões de visualizações em diversos sites de games, chega a sequência Crimson Room Decade. Desenvolvido pela Dream Holdigns em conjunto com a Takagism Inc e lançado no dia 10 de janeiro de 2016. O jogo trás a velha sala vermelha e te desfia a sair. Será que você consegue escapar da sala?

História: O inspetor Jean-Jacques Gordot se encontra numa investigação à Crimson Room. Uma porta que não se abre, uma lâmpada pendente, garrafas de vinho espalhadas… Será que ele já esteve ali?

Para fugir, será preciso usar tudo ao alcance. Explore todos os cantinhos da sala para encontrar pistas ambientais e objetos que ajudarão você a escapar. Use, manipule e combine objetos para solucionar quebra-cabeças desafiadores e desbloquear mais mistérios sobre Crimson Room.

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Jogabilidade: Ele é um jogo de aventura. Começamos em uma sala vermelha com uma porta e janela trancadas. Sem muito a fazer nos resta vasculhar entre os itens presentes neste comodo para encontrar algum meio de nos vermos livre. O game é jogado em primeira pessoa, nós podemos andar e nos abaixar e com o mouse pegar objetos, vira-los para olhar mais de perto e usa-los sozinhos ou em combinação com outros. Algumas notas ou folhas de diário devem ser lidas e estudadas para conseguir pista do que fazer .

Tudo é bem simples e o menor detalhe pode te dar a dica necessária para chegar a solução do problema. O jogo pode levar muitas horas ou até alguns minutos, isso só depende do jogador resolver a charada. 

Trilha Sonora: Além da música de introdução do jogo não existem outras trilhas musicais. Durante a jogatina ficamos apenas com o som ambiente de uma sala solitária e esquecida onde, infelizmente, estamos trancafiados. Isso aumenta a sensação de vazio e depois de algum tempo de tentativa e erro sem chance de saída a inquietação vai te alcançar.

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Gráficos:  Muito simples. Em um jogo onde se tem apenas um comodo era de se esperar, talvez, um investimento maior na parte gráfica. Mas o que temos aqui é um quarto com texturas bem fracas e poucos detalhes gráficos. Isso pode ter sido feito para invocar a sensação do jogo original, que na época era em flash e visualizado em navegadores, mas ainda assim um pouco de beleza não faria mal.

Prós:

  • O jogo não segura sua mão e te larga a própria sorte;
  • As soluções mais simples vão te surpreender quando achadas;

Contras:

  • Algumas soluções são muito difíceis de se ver e ficar nervoso vai fazer parte do processo;
  • Os gráficos poderiam ser melhor trabalhados.
  • Fator replay quase nulo. Sabendo as soluções o jogo poder ser terminado em minutos.

Conclusão: Crimson Room Decade é uma ideia simples que retorna do passado. Quem jogou a primeira versão com interesse, com certeza deveria voltar a este quarto, para as outras pessoas talvez não seja tão chamativo. Mesmo assim ainda é um game válido pra ao menos conhecer e tentar chegar ao fim.

Nota: 6,5

A antiga versão do game pode ser jogada no link abaixo:
http://www.clickjogos.com.br/Jogos-online/Puzzle/Crimson-Room/

bitREVIEW – Poly Bridge

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Pontes, pontes para todo lado! Se você ainda não percebeu, este é um jogo sobre pontes, ou melhor dizendo, sobre construção de pontes. Esse é um tipo de game que existe aos montes pelo mundo afora onde que que olhemos, mas será que Poly Bridge tem seu diferencial, e se destaca nesse grande mar de cimento e aço?

História: O jogo não possui uma história a ser seguida, mas existe um motivo pelo qual ele foi criado. Poly Bridge foi um game nascido do amor de Patrick Corrieri por jogos de construção com foco em física, mais especificamente inspirado por seu game favorito Bridge Construction Set(Pontifex 2). Já tendo feito um game de construção de pontes anteriormente, como um título chamado Paper Bridge para iOS, Patrick pôde se aproveitar se sua experiência passada para tornar esse novo game algo melhor para esse gênero de nicho, implementando várias opções para a comunidade e aumentando a longevidade do jogo.

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Jogabilidade:  Logo de inicio somos apresentados as ferramentas disponíveis e a algumas situações onde diferentes tipos de pontes são usadas. A fases se resumem a fazer com que um ou mais carros, motos, ou até navios atravessem o espaço de sua(s) ponte(s) sem maiores acidentes. Para isso devemos levar em conta o peso, o estresse sobre as fundações, número de veículos passando ao mesmo tempo e outros vários problemas que poderiam causar o desabamento de toda a construção, sem contar o dinheiro investido e as limitações de projeto. No jogo existem mais de 100 níveis para serem desbloqueados, um modo sandbox de criação de fases, integração com o Steam Workshop, compartilhamento por Twitch e mesmo começando simples, o game possui ferramentas para construção avançadas que só serão limitadas pela verba disponível e sua criatividade.

Trilha Sonora: A trilha sonora presente no jogo faz seu papel de relaxar o jogador enquanto ele quebra a cabeça tentando completar seu objetivo. Podemos passar horas na construção de pontes sem que suas músicas se tornem enjoativas ou irritantes, o que contribui bastante sendo ele um jogo que exige certa paciência.

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Gráficos:  O jogo faz um bom uso da Unity Engine. Cada fase tem seu estilo e o jogo todo possui uma pegada de cartoon, com gráficos simples mas bonitos e bem coloridos, adicionando a temática apresentada.  

Prós:

  • Vários níveis;
  • Jogabilidade simples;
  • Bom para jogadas rápidas;

Contras:

  • Definitivamente é um jogo de nicho;

 

Conclusão: Certamente é um jogo com um público alvo bem definido. Se jogos desse estilo não são sua ‘praia’ com Poly Bridge não seria diferente, mas dentro do gênero escolhido o game faz bonito e é uma boa opção para amantes do gênero. Ele está disponível para Linux, Mac OSX e Window, sendo lançado PCs pelo Steam. Uma versão para mobiles seria uma ótima adição dada a temática de todo o game em fases.

Nota: 8,0

bitREVIEW – The Magic Circle: Gold Edition

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Um obliterante épico em 1ª pessoa. Uma jornada singular a 20 anos em desenvolvimento. Ishmael Gilder, a.k.a. STARFATHER, uma lenda viva do design de games – trás até você uma maravilha tecnológica em uma reeimaginação em 4Da da clássica aventura de texto que maravilhou o mundo… só que não. Isso é a falsa brincadeira que o jogo faz de si mesmo. Na realidade The Magic Circle foi desenvolvido por Stephen Alexander, Kain Shin and Jordan Thomas, que anteriormente trabalharam em Bioshock e Dishonored. De acordo com os créditos, eles foram auxiliados por Steve Pardo(Harmonix) que foi responsável pela trilha original do jogo, e Patrick Balthrop, que foi o engenheiro de som. O game conta com as vozes de James Urbaniak, Ashly Burch, Karen Dyer, e Stephen Russel e teve uma versão em acesso antecipado no Steam em Maio de 2015 e seu lançamento definitivo um mês depois.

História: Nessa comédia obscura, você é o herói de um jogo de fantasia inacabado, e os designers falharam com você. Tendo roubado o poder do Deus do Jogo, você vai prender suas criações, trocar comportamentos e partes do corpo, construindo suas próprias soluções para os quebra cabeças pelo cominho. Você é capaz de lançar um game… de dentro para fora?

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Jogabilidade:  Começamos sem habilidade alguma e logo após os eventos de introdução adquirimos o poder de mudar as coisas ao nosso redor, com uma pequena ajuda de um estranho programa. Com um botão podemos paralisar um inimigo e fuçar no seu código fonte tornando-o nosso aliado ou apenas desligar sua vontade de nos matar. Podemos alterar partes de seus corpos por outras que adquirimos, faça o seu rato de esgoto ter asas como um helicóptero ou transforme uma simples pedra em uma plataforma de teletransporte, retire o raio da morte de um robô e coloque no ombro de um zumbi e veja o que acontece. Tudo isso é possível com o sistema de puzzle livre presente no jogo onde temos várias soluções para vários problemas e tudo só depende apenas da criatividade para superar obstáculos. Fora nossa habilidade de hackear o jogo passamos um bom tempo explorando as seções quebradas que os designers foram largando pelo caminho no meio da produção mudando entre um tema espacial tecnológico e uma fantasia mítica. Também não existem chefões, combates super trabalhados ou tiroteio aqui, o jogador deve somente encontrar formas de seguir em frente usando o que estiver ao seu alcance.

Trilha Sonora: Durante o game prevalece o som ambiente. Por ser um história sobre um jogo inacabado, várias seções do game são preenchidas somente por sons do ambiente e uma trilha musical bem tranquila que se repete ao longo da aventura.

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Gráficos: São todos feitos com a técnica de Cel Shading e, na maior parte do tempo, as cores são preto no branco. Alguns cenários são totalmente coloridos e o jogador assim como os inimigos também apresentam uma paleta mais variada. Não são gráficos de encher os olhos, mas levando-se em conta a história do game, eles condizem com todo o resto e servem para a ambientação do mesmo.

Prós:

  • Boas mecânicas de quebra cabeças;
  • O jogo faz uma crítica bem pensada;

Contras:

  • Alguns bugs aqui e ali;
  • O ritmo de jogo é um tanto lento.

Conclusão: The Magic Circle possui uma história interessante com jogabilidade diferenciada. Não é um trabalho perfeito que agradará a todos, mas tem seu charme e faz uma crítica bem colocada a indústria de games e aos fãs, e no que nos tornamos. É uma boa pedida para quem quer tentar algo diferente e não liga muito para o convencional.

Nota: 7,5